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Mostrando postagens de junho, 2011

Meu momento de agora

Estou feliz! Feliz e sentindo todo o meu ser exatamente naquele momento que antecede os tornados...  Uma ventania que faz tudo voar, que tira tudo  do lugar... Esse é o meu momento... Todos os sentimentos misturados dentro de mim... A dois passos - enfim! - do paraíso. Tornado? Paraíso? (Loucura) Não! Realidade! A loucura é a escolha fácil dos fracos que se rendem. Eu luto! Olho para mim hoje, agora, nesse dia gelado de início de inverno e me vejo exatamente como estou, como sou. Estou assistindo meu próprio tornado. Um pouco como aqueles loucos caçadores de tempestades  e um pouco com a excitação de passar por ele e saber o que virá depois..  Descobrir o que há além de mim mesma. Estou nesse tornado agora, mas há vida além de mim mesma.  Estou tão certa disto, que me permito esse turbilhão de sentimentos... deixo que venha à tona... sinto tudo! E depois me percebo mais forte, mais humana, mais leve...  Minha vida se desliza como a um...

Memories

Tudo que penso parece estar impregnado daquele teu abraço que é eterno e único. Lentamente deixo-me levar por momentos memoráveis em teus braços... Ione camelo

Presença

    Têm sido tão diferentes os meus dias! Por mais que minhas ações só se adéqüem aos poucos às minhas decisões, meu olhar é tão outro para o homem, para o mundo, para a vida! Firmo agora os meus pensamentos na direção que meu coração deseja andar. Diferentes situações se me apresentam e eu vou aceitando, mudando, escolhendo, adequando, agindo. Não tenho mais deixado ao acaso aquilo que desejo realizar. Escolho e sigo! As conseqüências de minhas escolhas são agora mais próximas, mais possíveis, mais esperadas e quase – por assim dizer – palpáveis. É mesmo um escolher plantar e escolher colher. Ione Camelo Outono/2011

Os meus "eus"

Clarice Lispector usou "a terceira perna" para demonstrar seus outros "eus". Eu usei máscaras e personagens. Distintos, diversos, outros. E, apesar de serem todos descartáveis, momentâneos, de utilidade breve, deixaram em mim pedaços esparsos, fragmentos que fui incorporando mesmo sem saber ou querer. É que esses personagens tinham cada um, um pouco do que sou; ainda que eu não soubesse ao certo que era. E esses vários personagens em suas múltiplas vivências, confundiam-me a mim, quando de suas ausências. Parecia-me faltar uma parte. Então, quando tentava aquietar-me apenas comigo mesma, me era impossível fazê-lo porque não me encontrava. Estava tão misturada aos meus personagens vários que, o que imaginava ser, não era visível, perceptível facilmente. E quanto mais mergulhava no desejo de estar comigo, mas diversa e fragmentada me percebia. Insistia, pois, numa espécie de luta comigo mesma. Uma luta da razão, do desejo de assumir quem eu era verdadeiramente e da n...