Ione Camelo Submeter-se, sujeitar-se, ceder, não resistir, executar ordens, subordinação da vontade a uma autoridade, abster-se de algo proibido. Eis aí o grande arsenal de barreiras que separam o homem do seu ideal de obediência; seja às leis da sociedade, da vida ou até às suas próprias leis. Não parece ser natural ao homem o submeter-se, o sujeitar-se. Está presente nele a necessidade do entendimento das razões para tal sujeição ou submissão, caso contrário, entrega-se à rebeldia, o que é mais comumente notado no comportamento humano. Ceder, não resistir – a rendição quase nunca é voluntária; há sempre uma condição para tal. Afinal, ceder, render-se, sujeitar-se - não seria sinônimo de fraqueza ou admissão da perda? “Retroceder nunca. Render-se jamais.” – que impulsos levam o homem a adotar slogans como este para continuar na negação de sua condição de ser limita...
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