O sol já está a brilhar.
Mas eu... eu estou com sono.
A relva se dissipa ao sol.
Mas eu... eu estou com sono.
E durmo.
E rolo e viro e me reviro na cama como se o único lugar
possível no mundo fosse meu colchão
e o único aconchego provável meu cobertor.
E o calor único no frio que começa
fosse o meu próprio que aquece as cobertas
e as fronhas e o colchão e o meu quarto.
E o meu quarto fosse o único mundo possível para mim
nesses dias...
Esses dias cheios apenas de um infinito vazio...
Dias curtos... vazios...
Dias longos...
Nem a monotonia é presente,
senão a grande monotonia de ser eu mesma.
Quisera ser uma outra talvez...
Compor.
Correr.
Carregar-me com leveza do ser, do sentir, do estar,
do permanecer, do mudar...
Quiçá!
A leveza de apenas viver.
Ione Camelo
JUN/10
Mas eu... eu estou com sono.
A relva se dissipa ao sol.
Mas eu... eu estou com sono.
E durmo.
E rolo e viro e me reviro na cama como se o único lugar
possível no mundo fosse meu colchão
e o único aconchego provável meu cobertor.
E o calor único no frio que começa
fosse o meu próprio que aquece as cobertas
e as fronhas e o colchão e o meu quarto.
E o meu quarto fosse o único mundo possível para mim
nesses dias...
Esses dias cheios apenas de um infinito vazio...
Dias curtos... vazios...
Dias longos...
Nem a monotonia é presente,
senão a grande monotonia de ser eu mesma.
Quisera ser uma outra talvez...
Compor.
Correr.
Carregar-me com leveza do ser, do sentir, do estar,
do permanecer, do mudar...
Quiçá!
A leveza de apenas viver.
Ione Camelo
JUN/10
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